Você abre a Bíblia, encontra uma passagem que deseja pregar e começa a anotar tudo o que chama sua atenção.
Depois de algum tempo, há versículos, ideias, aplicações, ilustrações e referências espalhadas pela página.
Então surge a dificuldade:
Como transformar tudo isso em uma mensagem que a congregação consiga acompanhar?
É justamente nesse ponto que um bom esboço de pregação se torna útil.
O esboço não existe para substituir o estudo bíblico nem para transformar a mensagem em algo mecânico. Pelo contrário, ele ajuda o pregador a organizar aquilo que encontrou no texto e a estabelecer uma sequência clara entre explicação, aplicação e conclusão.
Assim, em vez de subir ao púlpito com muitas ideias concorrendo entre si, o pregador sabe qual verdade deseja comunicar e como conduzir os ouvintes até ela.
O que é um esboço de pregação?
Um esboço de pregação é a estrutura resumida que organiza o desenvolvimento do sermão.
Ele funciona como um mapa.
O mapa não contém cada detalhe da viagem, mas mostra de onde você está saindo, qual caminho seguirá e onde pretende chegar.
Da mesma forma, um esboço normalmente registra elementos como:
- texto bíblico principal;
- título;
- tema;
- verdade central;
- objetivo da mensagem;
- introdução;
- principais movimentos ou pontos;
- aplicações;
- conclusão;
- apelo, quando necessário.
Entretanto, isso não significa que todo sermão precise possuir exatamente a mesma estrutura.
Algumas passagens funcionam bem com três pontos.
Outras pedem dois.
Uma narrativa bíblica pode ser desenvolvida acompanhando os acontecimentos do próprio texto.
Por isso, o esboço deve servir à passagem bíblica, e não obrigar a passagem a caber em um modelo rígido.
Por que preparar um esboço antes de pregar?
O esboço ajuda a resolver alguns dos problemas mais comuns durante uma pregação.
Por exemplo, sem uma estrutura clara, é fácil:
repetir a mesma ideia várias vezes;
abrir assuntos que não serão concluídos;
citar muitos textos sem explicá-los;
fazer uma introdução longa demais;
chegar à conclusão sem saber exatamente qual decisão pedir;
ultrapassar muito o tempo disponível.
Além disso, o esboço permite enxergar o sermão como um todo antes de ministrá-lo.
Você consegue perceber se existe uma sequência lógica entre as partes.
Também consegue fazer uma pergunta importante:
“Tudo o que coloquei aqui realmente ajuda a explicar a mensagem principal?”
Se a resposta for não, provavelmente alguma coisa pode ser retirada.
Antes do esboço, vem o texto bíblico
Esse é talvez o ponto mais importante de todo o processo.
Não comece criando três frases bonitas para depois procurar versículos que combinem com elas.
Comece pela passagem.
Leia.
Observe.
Estude.
Procure entender o que está acontecendo.
Somente depois organize a mensagem.
Caso contrário, o risco é utilizar a Bíblia apenas como apoio para aquilo que você já decidiu dizer.
Faça perguntas ao texto
Antes de montar seu esboço de pregação, pergunte:
Quem está falando?
Para quem?
O que aconteceu antes?
O que acontece depois?
Qual problema está sendo tratado?
Existe alguma ordem?
Promessa?
Advertência?
Pergunta?
Contraste?
Qual é a verdade principal da passagem?
O que o texto revela sobre Deus?
Além disso, leia uma parte maior do contexto.
Se você pretende pregar sobre um versículo, não estude apenas aquele versículo.
Leia o parágrafo.
Depois o capítulo, quando necessário.
Assim, o esboço será construído a partir do significado do texto, e não apenas de uma frase isolada.

Primeiro passo: defina a verdade central da mensagem
Depois de estudar a passagem, tente responder:
“Se a congregação lembrar apenas uma coisa deste sermão, o que ela precisa lembrar?”
Coloque a resposta em uma frase.
Por exemplo, imagine uma pregação baseada em Marcos 4:35-41.
Uma verdade central poderia ser:
Podemos confiar em Jesus durante as tempestades porque Sua presença e Seu poder são maiores do que aquilo que nos ameaça.
A partir daí, todo o restante do esboço precisa ajudar a desenvolver essa ideia.
Por isso, se uma ilustração é interessante, mas não contribui para essa verdade, provavelmente pode sair.
Se um versículo secundário abre outro assunto, talvez seja melhor não utilizá-lo.
A verdade central funciona como um filtro.
Segundo passo: estabeleça o objetivo da pregação
A verdade central responde:
“O que quero que as pessoas compreendam?”
Já o objetivo responde:
“Que resposta bíblica quero apresentar a elas?”
Por exemplo:
Verdade central: Jesus permanece presente mesmo durante as tempestades.
Objetivo: levar os ouvintes a identificarem os medos que estão dirigindo suas decisões e colocá-los diante de Cristo.
Perceba que o objetivo não tenta controlar aquilo que cada pessoa sentirá.
Ele apenas dá direção à mensagem.
Assim, quando você chegar à conclusão, saberá para onde está conduzindo a congregação.
Terceiro passo: escolha um título que corresponda à mensagem
O título não precisa ser complicado.
Na verdade, quanto mais simples e relacionado ao texto, melhor.
Algumas possibilidades para Marcos 4 seriam:
Quando Jesus Parece em Silêncio
Existe Alguém no Barco
Quando a Tempestade Não Significa Abandono
Observe que esses títulos despertam interesse e, ao mesmo tempo, continuam relacionados à passagem.
Evite criar títulos muito sensacionalistas que prometem algo que o sermão não entrega.
O título deve apresentar a porta da mensagem.
Não mudar o assunto dela.
Quarto passo: prepare uma introdução que leve rapidamente ao texto
A introdução possui uma função:
Fazer o ouvinte perceber por que precisa prestar atenção ao assunto.
Ela não deve se tornar outro sermão.
Você pode começar com:
uma pergunta;
uma situação;
um conflito;
uma frase do próprio texto;
uma tensão da narrativa;
um problema vivido pelo público.
Por exemplo:
“Você já obedeceu a Deus e, mesmo assim, encontrou uma tempestade no caminho?”
Em seguida, leve o ouvinte para Marcos 4.
Assim, a introdução cria interesse sem afastar a mensagem da Bíblia.
Um teste simples para sua introdução
Pergunte:
“Essa abertura poderia ser usada sem nenhuma alteração em outros vinte sermões?”
Se puder, talvez esteja genérica demais.
Procure aproximá-la mais do texto específico que será pregado.
Quinto passo: deixe a passagem determinar os pontos
Muitos pregadores aprenderam que todo sermão precisa possuir três pontos.
Esse modelo pode funcionar.
Entretanto, não é uma regra bíblica.
A passagem pode apresentar dois movimentos claros.
Ou quatro.
Talvez nem faça sentido chamá-los de “pontos”.
Em uma narrativa, por exemplo, você pode simplesmente acompanhar a progressão dos acontecimentos.
Exemplo em Marcos 4:35-41
Um esboço poderia seguir esta sequência:
1. Jesus mandou atravessar, mas a tempestade veio
A dificuldade não significa automaticamente que os discípulos estavam fora da vontade de Deus.
2. Jesus parecia em silêncio
Enquanto os discípulos estavam desesperados, Jesus dormia.
A questão não era apenas a tempestade, mas aquilo que eles começaram a concluir sobre o cuidado de Cristo.
3. A tempestade revelou quem estava no barco
Jesus repreendeu o vento e o mar.
Então os discípulos perguntaram:
“Quem é este?”
Perceba que os pontos nasceram da própria narrativa.
Por isso, parecem conectados.
Como desenvolver cada ponto do esboço
Um título sozinho não é um ponto desenvolvido.
Dizer:
“Deus está conosco”
não é suficiente.
Você precisa explicar onde essa verdade aparece no texto e por que ela importa.
Uma sequência útil é:
Texto → Explicação → Conexão → Aplicação
Texto
Mostre onde a ideia aparece na passagem.
Explicação
Ajude o ouvinte a entender o que está acontecendo.
Conexão
Mostre por que aquela verdade continua importante.
Aplicação
Mostre o que ela muda na vida.
Por exemplo:
Texto: Jesus estava dormindo no barco.
Explicação: o silêncio de Cristo levou os discípulos a questionarem Seu cuidado.
Conexão: também podemos interpretar a demora de uma resposta como abandono.
Aplicação: antes de concluir que Deus deixou de cuidar, confronte seus pensamentos com aquilo que a Bíblia revela sobre Seu caráter.
Assim, o ponto deixa de ser apenas uma frase religiosa e passa a possuir desenvolvimento.
Use palavras de transição para conectar as partes
Um bom esboço de pregação não precisa apenas de bons pontos.
Esses pontos também precisam estar conectados.
É aqui que entram as palavras e frases de transição.
Elas ajudam a congregação a perceber como uma ideia conduz à outra.
Por exemplo:
“Vimos que os discípulos enfrentaram uma tempestade mesmo obedecendo a Jesus. Entretanto, surge agora uma dificuldade ainda maior: o que fazer quando Cristo parece estar em silêncio?”
Ou:
“Além disso, a reação dos discípulos mostra que o problema já não estava somente no mar. A tempestade também havia alcançado sua maneira de enxergar Jesus.”
Outras transições úteis incluem:
Por isso…
Entretanto…
Além disso…
Ao mesmo tempo…
Por outro lado…
Assim…
Então…
Portanto…
Diante disso…
Em seguida…
O importante, porém, é não forçar essas expressões em todos os parágrafos.
Elas devem ajudar o raciocínio, não chamar atenção para si mesmas.
Sexto passo: prepare aplicações específicas
Esse é um ponto em que muitos esboços ficam fracos.
O pregador explica o texto e termina dizendo:
“Precisamos confiar mais em Deus.”
A frase pode estar correta.
Entretanto, ainda falta responder:
“Como?”
Uma aplicação específica aproxima a mensagem da vida real.
Em vez de apenas:
“Ore mais.”
Você pode dizer:
“Escolha um horário possível nesta semana, desligue as distrações e apresente a Deus pelo nome a situação que tem ocupado seus pensamentos.”
Em vez de:
“Perdoe.”
Você pode perguntar:
“Existe alguém que você está evitando porque sabe que precisa iniciar uma conversa?”
Portanto, a aplicação não precisa apenas informar o comportamento desejado.
Precisa ajudar o ouvinte a enxergar o próximo passo.
Sétimo passo: construa uma conclusão que realmente encerre o sermão
A conclusão não é o momento de adicionar um novo ponto.
Também não precisa repetir tudo o que foi falado.
Ela deve reunir a mensagem e conduzir o ouvinte à decisão.
Uma boa forma de fazer isso é voltar à pergunta da introdução.
Por exemplo, se você começou perguntando:
“O que fazemos quando Jesus parece em silêncio?”
Pode terminar dizendo:
“Os discípulos descobriram que o silêncio de Jesus não significava Sua ausência. Talvez sua tempestade ainda não tenha terminado. Entretanto, antes de perguntar quando o vento vai parar, pergunte em quem você confiará enquanto ele ainda sopra.”
A conclusão respondeu à tensão inicial.
Agora o sermão pode terminar.
Oitavo passo: prepare o apelo de acordo com a mensagem
Nem toda pregação precisa terminar com exatamente o mesmo tipo de apelo.
O chamado precisa surgir daquilo que foi ensinado.
Se o sermão foi sobre perdão, pode haver um convite à reconciliação.
Se foi evangelístico, pode conduzir à entrega a Cristo.
Se tratou de oração, pode terminar com um momento de oração.
Se falou de serviço, pode pedir uma decisão prática.
Portanto, não coloque automaticamente um apelo genérico no final de todo esboço.
Pergunte:
“Qual resposta faz sentido depois de ouvir esta mensagem?”
Modelo completo de esboço de pregação
Veja um modelo que pode ser reutilizado:
Título:
Uma frase clara relacionada à passagem.
Texto principal:
A passagem que governará a mensagem.
Tema:
O assunto geral.
Verdade central:
A principal verdade em uma frase.
Objetivo:
A resposta bíblica apresentada aos ouvintes.
Introdução:
Pergunta, tensão ou situação que conduz ao texto.
Primeiro movimento:
Texto.
Explicação.
Conexão.
Aplicação.
Transição.
Segundo movimento:
Texto.
Explicação.
Conexão.
Aplicação.
Transição.
Terceiro movimento, se necessário:
Texto.
Explicação.
Conexão.
Aplicação.
Conclusão:
Retome a verdade central e a pergunta apresentada no início.
Apelo:
Mostre qual resposta o texto pede.
Exemplo preenchido de esboço de pregação
Título: Quando Jesus Parece em Silêncio
Texto: Marcos 4:35-41
Tema: Confiança em Cristo durante as crises.
Verdade central: Podemos confiar em Jesus durante as tempestades porque Sua presença e Seu poder são maiores do que aquilo que nos ameaça.
Objetivo: Levar a congregação a identificar o medo que está dirigindo suas decisões e colocá-lo diante de Cristo.
Introdução
Pergunta:
“Você já obedeceu a Deus e, mesmo assim, encontrou uma tempestade?”
Os discípulos entraram naquele barco porque Jesus lhes disse para atravessar.
Entretanto, durante a travessia, surgiu uma grande tempestade.
Movimento 1 — Obediência não significa ausência de tempestades
Jesus havia determinado a travessia.
Portanto, a tempestade não era prova automática de que eles estavam no caminho errado.
Aplicação:
Não interprete toda dificuldade como sinal de que Deus o abandonou ou de que necessariamente tomou uma decisão errada.
Transição
“A tempestade já seria difícil. Entretanto, o problema se tornou ainda maior quando os discípulos olharam para Jesus e O encontraram dormindo.”
Movimento 2 — O silêncio não significa ausência
Jesus estava dormindo, mas continuava no barco.
Os discípulos interpretaram Seu silêncio como falta de cuidado.
Aplicação:
Quando uma resposta demora, tome cuidado para não transformar silêncio em uma conclusão errada sobre o caráter de Deus.
Transição
“Além disso, a tempestade ainda revelaria algo que os discípulos não compreendiam completamente sobre quem estava com eles.”
Movimento 3 — A tempestade revelou quem Jesus era
Cristo repreendeu o vento e o mar.
Então os discípulos perguntaram:
“Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”
A tempestade revelou sua fraqueza.
Ao mesmo tempo, revelou a autoridade de Cristo.
Aplicação:
Não peça apenas que Deus tire você da crise. Pergunte também o que precisa compreender sobre Cristo enquanto atravessa essa experiência.
Conclusão
A tempestade não significava que Jesus havia perdido o controle.
Os discípulos descobriram que aquele que parecia silencioso continuava presente e possuía autoridade sobre aquilo que os ameaçava.
Apelo
Qual medo está governando suas decisões hoje?
Apresente esse medo a Cristo.
Talvez o vento ainda esteja soprando.
Entretanto, você pode decidir confiar naquele que continua no barco.
Exemplo de esboço de pregação curta
Para uma mensagem de 5 a 10 minutos, o esboço pode ser ainda mais simples.
Texto: Salmo 121:1-2
Título: De Onde Vem Meu Socorro?
Pergunta inicial:
Para onde você olha primeiro quando aparece um problema?
Verdade central:
Nosso verdadeiro socorro vem do Senhor, Criador do céu e da terra.
Explicação:
O salmista levanta os olhos e pergunta de onde virá seu auxílio. Em seguida, afirma que seu socorro está no Senhor.
Aplicação:
Antes de permitir que o medo determine suas decisões, leve sua necessidade a Deus e procure agir segundo aquilo que Sua Palavra já revelou.
Conclusão:
Talvez você ainda não enxergue a solução. Entretanto, sabe de onde vem seu socorro.
Um esboço para culto de missões
Texto: Mateus 28:18-20
Título: A Missão Continua
Verdade central:
Jesus envia Seus discípulos para fazer novos discípulos, e Sua presença acompanha a missão.
1. A missão nasce da autoridade de Jesus
Cristo começa afirmando que toda autoridade Lhe foi dada.
Portanto, a missão não depende apenas da capacidade humana.
2. A missão exige movimento
Jesus diz:
“Ide.”
O evangelho não foi dado para permanecer dentro das paredes da igreja.
3. A missão produz discípulos
O objetivo não é apenas conseguir decisões momentâneas.
É ensinar pessoas a seguirem Jesus.
4. A missão possui uma promessa
Jesus termina:
“E eis que estou convosco todos os dias.”
Assim, a igreja não realiza sua missão sozinha.
Aplicação
Escolha uma pessoa por quem começará a orar e procure uma oportunidade respeitosa para aproximá-la da Palavra de Deus.
Esboço completo ou apenas tópicos?
Isso depende de sua experiência.
Se você está começando, pode ser útil escrever primeiro o sermão completo.
Assim, consegue perceber:
repetições;
explicações confusas;
transições fracas;
aplicações vagas;
partes longas demais.
Depois, reduza tudo para um esboço.
Pregadores mais experientes podem trabalhar diretamente com tópicos menores.
Entretanto, mesmo nesse caso, a mensagem precisa estar bem estudada.
Poucas palavras no papel não significam pouca preparação.
Na verdade, um esboço pequeno normalmente funciona melhor quando existe muito estudo por trás dele.
Como usar o esboço no púlpito sem parecer preso às anotações
Depois de preparar, leia seu esboço diversas vezes.
Não tente necessariamente decorar cada palavra.
Memorize o caminho.
Saiba:
como começará;
qual é sua verdade central;
qual sequência seguirá;
onde deseja chegar.
Assim, durante a pregação, você poderá olhar mais para as pessoas e menos para o papel.
Além disso, use palavras-chave em vez de parágrafos completos.
Por exemplo:
Tempestade → obediência → silêncio → medo → autoridade de Cristo → confiança
Essas palavras podem ser suficientes para lembrar todo o desenvolvimento.
E o papel do Espírito Santo na preparação?
Depender do Espírito Santo não significa abandonar estudo e organização.
Da mesma forma, preparar um esboço não significa tentar controlar tudo o que acontecerá durante a mensagem.
O pregador pode orar, estudar e organizar aquilo que pretende comunicar.
Ao mesmo tempo, permanece dependente de Deus.
Esdras 7:10 apresenta uma sequência muito saudável.
Esdras dispôs o coração para:
buscar a Lei do Senhor;
praticá-la;
e ensiná-la.
Primeiro, buscou.
Depois, praticou.
Então ensinou.
Esse princípio continua importante.
O pregador não é apenas alguém que organiza mensagens para outras pessoas.
A Palavra precisa passar primeiro por ele.
Erros comuns ao criar um esboço de pregação
Começar pelos pontos em vez de começar pelo texto
Isso pode levar você a forçar a passagem para apoiar ideias prontas.
Colocar assuntos demais
Uma mensagem clara normalmente possui uma verdade central.
Se existem cinco ideias competindo entre si, talvez você esteja tentando pregar vários sermões ao mesmo tempo.
Utilizar referências bíblicas demais
Mais versículos não significam necessariamente mais profundidade.
Explique bem os textos que utilizar.
Criar aplicações genéricas
“Tenha fé” pode ser correto.
Entretanto, mostre o que essa fé significa naquela situação específica.
Fazer uma introdução longa
A introdução deve conduzir rapidamente à mensagem.
Preparar três pontos apenas porque sempre fez assim
Permita que a passagem determine a estrutura.
Terminar sem direção
O ouvinte precisa saber por que aquela verdade importa.
Por isso, conclua com clareza.
Checklist antes de finalizar seu esboço
Antes de considerar a preparação concluída, pergunte:
- Estudei o texto dentro do contexto?
- Consigo resumir a mensagem em uma frase?
- O objetivo está claro?
- Minha introdução conduz ao texto?
- Os pontos nasceram da passagem?
- Existe uma sequência lógica?
- Usei transições entre as partes?
- Expliquei o texto antes de aplicá-lo?
- As aplicações são específicas?
- Existe conteúdo que não contribui para a mensagem?
- A conclusão realmente encerra o sermão?
- O apelo corresponde ao assunto?
- Testei o tempo?
- A mensagem passou primeiro pela minha própria vida?
Um bom esboço não precisa impressionar no papel
Quando você terminar seu próximo esboço, não pergunte primeiro:
“Ele ficou bonito?”
Pergunte:
“Ele está claro?”
O texto bíblico continua no centro?
Existe uma verdade principal?
Uma parte conduz naturalmente à outra?
A aplicação nasce da passagem?
O encerramento responde à questão apresentada no começo?
Se essas respostas forem positivas, você já possui uma estrutura sólida.
Porque o propósito de um esboço de pregação não é demonstrar a habilidade de quem o escreveu.
É ajudar o pregador a comunicar a Palavra com clareza.
Portanto, estude o texto.
Ore.
Defina a mensagem central.
Organize a sequência.
Use transições.
Retire aquilo que não agrega.
Prepare aplicações específicas.
E, quando subir ao púlpito, não tente mostrar à congregação quanto você preparou.
Ajude-a a enxergar aquilo que Deus está dizendo por meio da passagem.
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