Quem é Jesus Cristo?
Para algumas pessoas, Ele é lembrado principalmente como um grande mestre. Para outras, como uma das figuras mais importantes da história. Entretanto, quando abrimos o Novo Testamento, encontramos uma apresentação muito mais profunda.
Jesus é chamado de Cristo, Filho de Deus, Salvador, Senhor, Cordeiro de Deus, Filho do Homem e Pão da Vida.
Além disso, Sua história não termina em Seus ensinamentos.
Os Evangelhos conduzem o leitor de Seu nascimento à cruz, da cruz à ressurreição e da ressurreição à esperança de Seu retorno.
Por isso, compreender Jesus Cristo exige olhar não apenas para aquilo que Ele ensinou, mas também para quem Ele afirmou ser, o que realizou e por que Sua morte e ressurreição ocupam o centro da fé cristã.
O Evangelho de João apresenta essa questão de maneira particularmente direta:
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
João 1:14
Jesus não aparece na narrativa bíblica apenas para transmitir algumas regras religiosas.
Ele entra na história para revelar o Pai, anunciar o Reino de Deus, buscar os perdidos, enfrentar o pecado e a morte e oferecer reconciliação entre Deus e a humanidade.
Por isso, conhecer Jesus é uma das chaves para compreender toda a mensagem do Novo Testamento.
Quem é Jesus Cristo segundo a Bíblia?
A resposta começa antes de Seu nascimento em Belém.
João inicia seu Evangelho dizendo:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
João 1:1
Em seguida, afirma:
“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele.”
João 1:3
Portanto, no testemunho de João, Jesus não começa a existir quando Maria dá à luz.
Ele entra na história humana naquele momento, mas Sua existência é apresentada como anterior à própria criação.
Posteriormente, João declara:
“E o Verbo se fez carne.”
É aqui que encontramos uma das verdades centrais da fé cristã:
o Filho de Deus assumiu verdadeiramente a condição humana.
Jesus sentiu fome.
Sentiu sede.
Experimentou cansaço.
Chorou.
Sofreu.
Relacionou-se com pessoas reais.
Entretanto, o Novo Testamento também O apresenta exercendo autoridade sobre doenças, natureza, pecado e morte.
Assim, a pergunta “Quem é Jesus?” acompanha praticamente toda a narrativa dos Evangelhos.
O nascimento de Jesus e a promessa do Messias
Mateus e Lucas registram detalhes sobre o nascimento de Jesus.
Ele nasce em Belém, enquanto Maria e José vivem sob o domínio do Império Romano.
Entretanto, os Evangelhos não apresentam Seu nascimento como um acontecimento isolado.
Ele está ligado às antigas expectativas de Israel sobre a chegada do Messias.
Mateus, por exemplo, começa com uma genealogia que relaciona Jesus a Abraão e Davi.
Lucas, por outro lado, registra o anúncio do anjo a Maria:
“Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo.”
Lucas 1:32
Portanto, a narrativa do nascimento já aponta para Sua identidade e missão.
Ao mesmo tempo, existe um contraste marcante.
Aquele que seria chamado Rei não nasce cercado pelo luxo de um palácio.
Sua entrada na história ocorre em simplicidade.
Essa característica acompanhará todo o Seu ministério.
O que sabemos sobre a infância de Jesus?
Os Evangelhos oferecem poucas informações sobre os primeiros anos de Jesus.
Isso significa que precisamos resistir à tentação de preencher esse silêncio com histórias que a Bíblia não apresenta.
Lucas registra que Jesus crescia:
“em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.”
Lucas 2:52
Também relata Sua ida ao templo aos doze anos.
Depois disso, porém, a narrativa avança para o início de Seu ministério público.
Portanto, aquilo que podemos afirmar com segurança sobre esses anos deve permanecer dentro dos limites do texto bíblico.
O batismo marcou o início de Seu ministério público
Quando Jesus se aproxima de João Batista no rio Jordão, ocorre um momento decisivo.
Depois do batismo, o Espírito de Deus desce e uma voz do céu declara:
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”
Mateus 3:17
Jesus não estava confessando pecados pessoais.
Pelo contrário, os Evangelhos O apresentam sem pecado.
Entretanto, Seu batismo marca Sua identificação com a missão que veio cumprir e o início público de Seu ministério.
Logo depois, Jesus é conduzido ao deserto.
Ali enfrenta tentações.
Jesus no deserto: obediência onde outros falharam
Mateus 4 registra três tentações.
Satanás procura levar Jesus a utilizar Seu poder fora da vontade do Pai, colocar Deus à prova e buscar domínio através de um caminho contrário à obediência.
Em cada ocasião, Jesus responde utilizando as Escrituras.
Isso revela algo essencial sobre Seu ministério.
Jesus não procura cumprir Sua missão através de atalhos.
Seu caminho será de obediência ao Pai, mesmo quando essa obediência conduzir finalmente à cruz.
A mensagem central de Jesus: o Reino de Deus
Depois do início de Seu ministério, uma expressão passa a aparecer repetidamente:
o Reino de Deus.
Marcos resume a proclamação inicial de Jesus assim:
“O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.”
Marcos 1:15
Portanto, Jesus não anunciava simplesmente uma maneira de melhorar alguns comportamentos.
Ele anunciava que Deus estava agindo de maneira decisiva.
Isso exigia resposta.
Arrependimento.
Fé.
Mudança de direção.
Jesus ensinava de maneira que as pessoas conseguiam compreender
Jesus utilizava perguntas.
Parábolas.
Imagens do cotidiano.
Sementes.
Pães.
Pastores.
Moedas.
Casamentos.
Vinhas.
Pais e filhos.
Entretanto, Sua simplicidade não significava superficialidade.
Uma pequena parábola podia confrontar profundamente a maneira como alguém enxergava Deus, dinheiro, perdão, justiça ou o próximo.
Por isso, aqueles que trabalham com ensino e pregação também podem aprender muito observando como Cristo conduzia as pessoas da realidade conhecida para uma verdade espiritual. Em nosso guia sobre pregações evangélicas, mostramos outros princípios para manter a Bíblia no centro e comunicar sua mensagem com clareza.
O Sermão do Monte mostra a profundidade dos ensinamentos de Jesus
Mateus 5 a 7 reúne alguns dos ensinamentos mais conhecidos de Cristo.
Ali encontramos as bem-aventuranças.
Jesus fala sobre:
- justiça;
- misericórdia;
- pureza;
- reconciliação;
- oração;
- jejum;
- dinheiro;
- preocupação;
- julgamento;
- confiança em Deus.
Entretanto, Jesus não está interessado apenas em comportamentos externos.
Ele alcança as motivações do coração.
Ao tratar do homicídio, por exemplo, também fala sobre ira.
Ao tratar do adultério, alcança o desejo.
Ao tratar da oração, confronta a religiosidade realizada para receber aprovação humana.
Assim, a justiça ensinada por Jesus não se resume à aparência.
Ela começa no coração e alcança a vida.

O amor a Deus e ao próximo ocupa lugar central
Quando perguntam a Jesus qual é o maior mandamento, Sua resposta reúne dois textos do Antigo Testamento:
amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a si mesmo.
Jesus declara:
“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”
Mateus 22:40
Isso ajuda a compreender por que Seu ministério une relacionamento com Deus e relacionamento com pessoas.
Não existe espiritualidade saudável que adore a Deus enquanto trata o próximo com crueldade.
Da mesma forma, o amor bíblico não é apenas sentimento.
Ele aparece em ações.
Perdão.
Serviço.
Compaixão.
Justiça.
Misericórdia.
Jesus se aproximava de pessoas que outros evitavam
Uma das características mais marcantes dos Evangelhos é observar com quem Jesus se relacionava.
Leprosos.
Cobradores de impostos.
Samaritanos.
Pobres.
Doentes.
Pessoas consideradas pecadoras.
Mulheres socialmente desprezadas.
Crianças.
Entretanto, acolhimento não significava indiferença em relação ao pecado.
Jesus combinava graça e verdade.
Ele podia receber alguém rejeitado pela sociedade e, ao mesmo tempo, chamá-lo para uma vida transformada.
Jesus não abandonou Pedro depois de seu fracasso
Pedro talvez seja um dos exemplos mais claros.
Ele prometeu fidelidade.
Depois, negou conhecer Jesus três vezes.
A história poderia terminar ali.
Entretanto, depois da ressurreição, João 21 registra um reencontro.
Jesus pergunta repetidamente:
“Tu me amas?”
Depois confia novamente responsabilidade a Pedro.
Esse episódio mostra que a graça de Cristo não trata o fracasso como irrelevante, mas também não precisa permitir que ele tenha a última palavra.
Se você quiser aprofundar especificamente essa passagem, temos um estudo completo sobre a restauração de Pedro, explorando o caminho entre queda, graça, responsabilidade e novo chamado.
Os milagres de Jesus eram mais do que demonstrações de poder
Os Evangelhos registram Jesus:
- curando enfermos;
- devolvendo visão;
- purificando leprosos;
- multiplicando alimento;
- acalmando tempestades;
- expulsando demônios;
- ressuscitando mortos.
Entretanto, seria insuficiente enxergar esses acontecimentos apenas como demonstrações espetaculares.
Os milagres estão ligados à identidade e missão de Cristo.
Além disso, frequentemente revelam Sua compaixão.
Quando Jesus vê a multidão, muitas vezes a narrativa ressalta que Ele se compadeceu.
Portanto, poder e misericórdia aparecem lado a lado.
João chama os milagres de “sinais”
O Evangelho de João utiliza de maneira especial a ideia de sinais.
Depois de relatar diversos deles, João explica seu propósito:
“Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.”
João 20:31
Portanto, o sinal aponta além de si mesmo.
A pergunta não deveria terminar em:
“Como isso aconteceu?”
Ela precisa avançar para:
“O que isso revela sobre Jesus?”
Lázaro e a declaração “Eu sou a ressurreição e a vida”
João 11 apresenta um dos acontecimentos mais conhecidos do ministério de Cristo.
Lázaro morre.
Jesus chega a Betânia depois de sua morte.
Marta declara sua fé na ressurreição futura.
Então Jesus responde:
“Eu sou a ressurreição e a vida.”
João 11:25
Perceba que Jesus não oferece apenas uma doutrina sobre ressurreição.
Ele coloca Sua própria pessoa no centro da esperança.
Em seguida, chama Lázaro para fora do sepulcro.
Assim, o acontecimento aponta para um tema que se tornará ainda maior no final do Evangelho:
a vitória sobre a morte.
Jesus ensinou que liderança significa servir
Em Marcos 10, os discípulos discutem grandeza.
Jesus responde apresentando um padrão completamente diferente:
“Quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que vos sirva.”
Marcos 10:43
Depois acrescenta:
“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
Marcos 10:45
Posteriormente, durante a última ceia, João registra Jesus lavando os pés dos discípulos.
O Mestre assume a posição de servo.
Portanto, para Jesus, autoridade espiritual não é licença para dominar pessoas.
É responsabilidade para servir.
Por que Jesus foi crucificado?
A cruz é o ponto para o qual os Evangelhos caminham.
Historicamente, Jesus é condenado sob autoridade romana e crucificado.
Entretanto, os próprios Evangelhos e o restante do Novo Testamento interpretam Sua morte de maneira muito mais profunda.
Jesus havia declarado:
“O Filho do Homem veio… para dar a sua vida em resgate por muitos.”
Marcos 10:45
Na última ceia, relacionou Sua morte à nova aliança.
João Batista O havia chamado:
“Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”
João 1:29
Portanto, a cruz não aparece no cristianismo apenas como exemplo de sofrimento injusto.
Ela está ligada diretamente ao problema do pecado e à obra de salvação.
A cruz mostra a gravidade do pecado e a profundidade do amor
Frequentemente queremos falar sobre o amor de Deus sem tratar seriamente do pecado.
Entretanto, a cruz reúne os dois assuntos.
O pecado não é apresentado como algo trivial.
Ao mesmo tempo, Deus não abandona a humanidade à própria condição.
Romanos 5:8 declara:
“Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Assim, o amor de Deus não aparece apenas como sentimento.
Ele se manifesta em ação.
Jesus realmente morreu
Esse ponto é fundamental para compreender o anúncio cristão.
Os Evangelhos não descrevem Jesus simplesmente desmaiando ou escapando da cruz.
Ele morre.
Seu corpo é colocado em um túmulo.
Por isso, quando os discípulos posteriormente anunciam a ressurreição, não estão afirmando apenas que Sua influência continuou.
A afirmação é muito mais radical:
Aquele que morreu está vivo.
A ressurreição de Jesus está no centro da fé cristã
Paulo deixa isso extremamente claro em 1 Coríntios 15.
Se Cristo não ressuscitou, diz ele, a fé cristã é vã.
Por quê?
Porque a ressurreição confirma que a morte não teve a última palavra.
Os Evangelhos apresentam mulheres encontrando o túmulo vazio.
Depois, Jesus aparece aos discípulos.
Tomé, inicialmente resistente, encontra o Cristo ressuscitado e declara:
“Senhor meu e Deus meu!”
João 20:28
Portanto, o cristianismo não é construído apenas ao redor dos ensinamentos de um mestre morto.
Seu centro é Jesus Cristo crucificado e ressuscitado.
O que a ressurreição significa?
A ressurreição comunica várias verdades importantes.
Jesus venceu a morte
A morte continua sendo uma realidade presente.
Entretanto, segundo o Novo Testamento, não será a realidade final.
A esperança cristã possui fundamento em Cristo
Pedro fala de:
“uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.”
1 Pedro 1:3
Portanto, esperança cristã não significa simplesmente esperar que tudo melhore nesta vida.
Ela está fundamentada no Cristo ressuscitado.
A ressurreição aponta para nossa própria esperança futura
1 Coríntios 15 relaciona diretamente a ressurreição de Cristo à futura ressurreição dos que pertencem a Ele.
Assim, a esperança cristã não é apenas espiritualizar a morte.
É esperar a vitória definitiva de Deus sobre ela.
A ascensão não significa o fim da história de Jesus
Atos 1 registra Jesus ascendendo ao céu diante de Seus discípulos.
Entretanto, o texto imediatamente dirige a atenção para o futuro.
Os discípulos recebem a promessa de que Jesus voltará.
Por isso, a narrativa cristã não possui apenas:
nascimento → ministério → cruz → ressurreição.
Ela também possui:
ascensão → missão da igreja → segunda vinda.
Jesus Cristo prometeu voltar
Em João 14:3, Jesus diz:
“Voltarei e vos receberei para mim mesmo.”
A segunda vinda também ocupa espaço importante nas cartas do Novo Testamento.
Contudo, Jesus repetidamente alerta contra especulações sobre datas.
A pergunta mais importante não é:
“Qual será o dia?”
É:
“Como devemos viver enquanto esperamos?”
Para aprofundar esse assunto, veja nosso sermão sobre como se preparar para a volta de Jesus, baseado nos ensinamentos de Cristo sobre vigilância e fidelidade.
Esperar Jesus não significa ficar parado
A esperança da volta de Cristo precisa produzir vida presente.
Jesus chama Seus discípulos para:
- vigiar;
- permanecer fiéis;
- servir;
- amar;
- anunciar o evangelho;
- fazer discípulos.
Portanto, esperar o futuro prometido por Cristo deve transformar o presente.
Como conhecer melhor Jesus Cristo?
Uma maneira essencial é ler os Evangelhos.
Mateus, Marcos, Lucas e João apresentam a vida e o ministério de Jesus a partir de perspectivas complementares.
Eles não são quatro biografias modernas idênticas.
Cada Evangelho organiza acontecimentos e ensinamentos de maneira que contribui para seu propósito teológico e literário.
Por isso, vale estudar cada um atentamente.
O BibleProject disponibiliza gratuitamente panoramas e guias dos livros do Novo Testamento, incluindo Mateus, Marcos, Lucas e João, que podem ajudar na compreensão da estrutura de cada Evangelho. Guias do Novo Testamento do BibleProject
Uma sugestão para começar pelos Evangelhos
Se você deseja conhecer melhor Jesus, pode seguir este caminho:
Comece por Marcos
Marcos é direto e possui forte movimento narrativo.
Observe especialmente a pergunta:
“Quem é Jesus?”
Depois leia João
João destaca várias declarações de Cristo:
“Eu sou o pão da vida.”
“Eu sou a luz do mundo.”
“Eu sou o bom pastor.”
“Eu sou a ressurreição e a vida.”
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”
Em seguida, leia Mateus
Observe como Jesus é apresentado em relação às promessas do Antigo Testamento e como Seus grandes blocos de ensino estruturam o Evangelho.
Finalmente, leia Lucas junto com Atos
Lucas apresenta a história de Jesus e, depois, mostra em Atos como a missão continua através de Seus seguidores.
O que Jesus Cristo ensina sobre Deus?
Uma das afirmações mais significativas de Jesus aparece em João 14:9:
“Quem me vê a mim vê o Pai.”
Isso não significa simplesmente que Jesus possui informações corretas sobre Deus.
No Novo Testamento, Cristo é a revelação decisiva do caráter do Pai.
Observe Jesus:
acolhendo;
perdoando;
confrontando;
servindo;
curando;
ensinando;
buscando os perdidos.
Por isso, uma pergunta importante para qualquer pessoa que deseja compreender o caráter de Deus é:
“O que vejo quando observo Jesus?”
O que Jesus ensina sobre o ser humano?
Jesus trata cada pessoa com enorme valor.
Entretanto, nunca idealiza a condição humana.
Ele fala claramente sobre pecado.
Orgulho.
Hipocrisia.
Ganância.
Incredulidade.
Violência.
Desejos desordenados.
Ao mesmo tempo, oferece graça, perdão e transformação.
Portanto, a mensagem de Jesus não é:
“Você já está bem exatamente como está.”
Também não é:
“Você não possui mais esperança.”
Ela é um chamado:
“Arrependei-vos e crede no evangelho.”
Existe diagnóstico.
Mas também existe graça.
Jesus Cristo continua sendo apenas um exemplo moral?
Se reduzirmos Jesus apenas a um exemplo de bondade, deixamos de lado grande parte daquilo que os Evangelhos afirmam sobre Ele.
Jesus certamente é exemplo.
1 Pedro 2:21 inclusive fala de seguir Seus passos.
Entretanto, o Novo Testamento O apresenta também como:
Salvador.
Senhor.
Messias.
Filho de Deus.
Mediador.
Cordeiro.
Rei.
Portanto, a fé cristã não consiste somente em perguntar:
“Como posso viver como Jesus?”
Também pergunta:
“O que Jesus fez por mim que eu jamais poderia fazer por mim mesmo?”
Essa diferença nos conduz novamente à cruz e à ressurreição.
O que significa seguir Jesus hoje?
Nos Evangelhos, Jesus repetidamente diz:
“Segue-me.”
Esse chamado não significa apenas concordar com algumas ideias.
Seguir envolve confiança.
Aprendizado.
Obediência.
Renúncia.
Relacionamento.
Missão.
Por isso, ser discípulo de Cristo não é apenas admirar Jesus à distância.
É permitir que Seus ensinamentos confrontem nossas prioridades.
Seguir Jesus alcança nossos relacionamentos
Pergunte:
Como trato quem me ofende?
Como utilizo minhas palavras?
Como respondo a pessoas vulneráveis?
Como lido com poder e autoridade?
Sou capaz de servir quando não recebo reconhecimento?
Jesus não separava espiritualidade de relacionamentos.
Seguir Jesus alcança nossas prioridades
Cristo advertiu sobre construir a vida em torno de riquezas.
Também ensinou:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça.”
Mateus 6:33
Isso significa reorganizar aquilo que consideramos mais importante.
Seguir Jesus alcança nossa missão
Antes de Sua ascensão, Cristo ordenou:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações.”
Mateus 28:19
A fé cristã não termina em benefício pessoal.
Quem conhece as boas-novas é chamado a compartilhá-las.
Perguntas frequentes sobre Jesus Cristo
Onde Jesus nasceu?
Segundo Mateus e Lucas, Jesus nasceu em Belém da Judeia.
Onde Jesus cresceu?
Ele cresceu em Nazaré, na região da Galileia.
Por isso, ficou conhecido também como Jesus de Nazaré.
Com quantos anos Jesus começou Seu ministério?
Lucas 3:23 afirma que Ele tinha cerca de trinta anos quando iniciou Seu ministério.
Quantos discípulos Jesus escolheu?
Embora tivesse muitos seguidores, Jesus escolheu um grupo específico de doze apóstolos.
Esse número também possui relação importante com as doze tribos de Israel.
Qual era a principal mensagem de Jesus?
Uma das formas mais resumidas aparece em Marcos 1:15:
o Reino de Deus chegou; arrependam-se e creiam no evangelho.
Jesus realizou milagres?
Os quatro Evangelhos registram diversos milagres de Jesus, incluindo curas, libertações, domínio sobre a natureza, multiplicação de alimento e ressurreições.
Por que Jesus morreu?
O Novo Testamento apresenta Sua morte como parte central da obra de salvação, relacionada ao perdão dos pecados, reconciliação com Deus e nova aliança.
Jesus ressuscitou?
A ressurreição é uma das afirmações centrais dos Evangelhos e da pregação apostólica no Novo Testamento.
Jesus voltará?
Sim. O Novo Testamento apresenta repetidamente a promessa da volta de Cristo.
Entretanto, Jesus não autorizou Seus seguidores a estabelecer datas.
A ênfase está em vigilância, fidelidade e esperança.
A pergunta sobre Jesus continua pessoal
Em Mateus 16, Jesus pergunta aos discípulos:
“Quem diz o povo ser o Filho do Homem?”
Eles apresentam várias respostas.
Então Cristo torna a pergunta pessoal:
“Mas vós, quem dizeis que eu sou?”
Essa pergunta continua atravessando os séculos.
Podemos estudar:
Sua história.
Seus ensinamentos.
Seus milagres.
Sua influência.
Entretanto, em algum momento a pergunta deixa de ser apenas histórica.
Quem é Jesus Cristo para mim?
Pedro respondeu:
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
Os Evangelhos foram escritos justamente para conduzir seus leitores a considerar essa identidade.
Jesus Cristo está no centro da esperança cristã
A história de Jesus reúne passado, presente e futuro.
No passado, Cristo veio ao mundo, viveu entre nós, morreu e ressuscitou.
No presente, Seus seguidores são chamados a viver como Seus discípulos.
No futuro, aguardam Sua volta e a consumação da esperança anunciada nas Escrituras.
Por isso, Jesus não deve ocupar apenas uma pequena parte da fé cristã.
Ele está no centro dela.
Quando buscamos compreender a Bíblia, inevitavelmente voltamos para Cristo.
Quando falamos de salvação, voltamos para Cristo.
Quando falamos de graça, voltamos para Cristo.
Quando falamos de esperança, voltamos para Cristo.
Quando falamos da segunda vinda, voltamos para Cristo.
E quando perguntamos como viver hoje, novamente encontramos Seu chamado:
“Segue-me.”
Conhecer Jesus Cristo, portanto, não deveria ser apenas acumular informações sobre uma figura do passado.
É descobrir quem os Evangelhos apresentam como Filho de Deus, Salvador, Senhor e Rei; compreender o significado de Sua cruz e ressurreição; ouvir Seus ensinamentos e decidir como responder ao Seu chamado.
Porque, no centro da mensagem cristã, não encontramos apenas um conjunto de ideias.
Encontramos uma pessoa:
Jesus Cristo.
